Português irá suceder ao sul-coreano Ban Ki-moon.
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Do Reino Unido ao Brasil, a indicação do ex-primeiro-ministro português António Guterres como favorito para suceder ao sul-coreano Ban Ki-moon no cargo de secretário-geral das Nações Unidas é notícia mundial.
O anúncio feito hoje pelo Conselho de Segurança da ONU está em destaque no site da BBC. A estação pública britânica chamou o assunto para o primeiro ecrã e destacou o percurso do antigo Alto-comissário da ONU para os Refugiados num artigo intitulado "Who is Antonio Guterres? Meet the UN's new secretary general" ("Quem é António Guterres? Conheça o novo secretário-geral da ONU", em português).
Também o jornal britânico The Guardian apresentou Guterres como o próximo secretário-geral da ONU, frisando a "rara demonstração de unidade" que revelou a votação de hoje no seio do Conselho de Segurança, em Nova Iorque.
Os três principais jornais espanhóis fazem igualmente referência à vitória de Guterres.
"António Guterres será o novo secretário-geral da ONU", escreveu o El Mundo, enquanto o El Pais destacou que o Conselho de Segurança optou "por um político português" para suceder a Ban Ki-moon e que Guterres "tem o caminho livre" para ser nomeado novo secretário-geral da Organização das Nações Unidas.
Já o ABC citou a reação de Guterres à sua indicação, "feliz" e "honrado", e indicou que o candidato português foi o "grande vencedor" na sexta votação informal do Conselho de Segurança (órgão em que os cinco membros permanentes - Estados Unidos, Rússia, China, Reino Unido e França - têm o verdadeiro poder de decisão) "como sucedeu nas cinco anteriores".
Sob o título "Guterres quase certo para suceder Ban Ki-moon", o francês Le Figaro escreveu que o ex-primeiro-ministro português está "praticamente assegurado" como sucessor de Ban Ki-moon" e que "deverá ser eleito amanhã [quinta-feira]".
O também francês Le Monde sublinhou que "nenhum dos membros permanentes do Conselho de Segurança votou contra a sua candidatura".
A comunicação social nos Estados Unidos também noticiou a indicação de Guterres, exemplo disso foi o The Washington Post que sublinhou a unanimidade da escolha no Conselho de Segurança.
Já o diário The New York Times recordou que Guterres irá liderar as Nações Unidas num momento desafiador, numa referência aos confrontos existentes a nível internacional e à crescente tensão entre a Rússia e o Ocidente.
A estação norte-americana CNN destacou que "António Guterres se prepara para ser o próximo secretário-geral das Nações Unidas, depois dos 15 membros do Conselho de Segurança terem acordado enviar o seu nome para uma votação formal". A CNN referiu igualmente o trabalho de Guterres no Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR).
Em língua portuguesa, o jornal brasileiro O Globo destacou para título "Guterres tem unanimidade em votação do Conselho de Segurança da ONU", realçando que o resultado abre caminho para que o ex-primeiro-ministro português seja o novo secretário-geral das Nações Unidas.
O jornal Folha de São Paulo sublinhou que "nenhum dos membros do Conselho de Segurança da entidade com poder de veto votou contra Guterres".
Numa breve leitura da imprensa internacional, Guterres também é notícia na Bulgária, país de Kristalina Georgieva, que era apresentada como a adversária mais difícil do candidato português.
O site The Sofia Globe afirmou que Guterres é o "claro favorito" para secretário-geral.
O antigo primeiro-ministro português António Guterres foi hoje indicado como favorito para secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo Conselho de Segurança à Assembleia-geral, que deverá aprovar o seu nome dentro de alguns dias.
O Conselho de Segurança anunciou hoje que o português é o "vencedor claro" da votação, recebendo 13 votos de encorajamento e duas abstenções, uma das quais de um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança, com direito de veto.
Este órgão, com poder de veto, deverá aprovar na quinta-feira uma votação formal a indicar o nome de António Guterres para a Assembleia-Geral das Nações Unidas, formalizando assim a eleição do sucessor de Ban Ki-moon.
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