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Voos para o exterior da Venezuela caem 24,7% após fim das licenças de várias companhias

Venezuela passou de 105 para 79 voos internacionais por semana, depois da revogação das licenças das companhias Iberia, TAP, Turkish Airlines, Avianca, Latam Colombia e Gol.

29 de novembro de 2025 às 20:59

Os voos semanais da Venezuela para destinos internacionais caíram 24,7% depois de o país ter revogado as autorizações de operação de seis grandes companhias aéreas internacionais, entre as quais a TAP, que suspenderam as ligações com o país.

A Venezuela passou de 105 para 79 voos internacionais por semana, depois da revogação das licenças das companhias Iberia, TAP, Turkish Airlines, Avianca, Latam Colombia e Gol, segundos dados fornecidos pelo setor privado compilados pela agência espanhola EFE.

Fonte do setor privado disse à EFE que a Venezuela perdeu praticamente "toda a conectividade" com a Europa.

A decisão continua em vigor, apesar do pedido da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA), que engloba mais de 300 companhias aéreas de todo o mundo, para que seja reconsiderada.

Os destinos que continuam oficialmente ativos são México (Santa Lúcia e Cancún), Colômbia (Bogotá), Panamá, Peru (Lima) e Cuba (Havana).

A estatal venezuelana Conviasa também oferece viagens para a China (Cantão), Rússia (Moscovo e São Petersburgo) e Cuba (Varadero), segundo informações na página oficial de Internet desta transportadora aérea.

Wingo, Satena, Copa e Boliviana de Aviación mantêm as suas operações, assim como as companhias locais Rutaca, Laser, Estelar e Venezolana de Aviación disponibilizam viagens internacionais.

Ainda não foi confirmado se a Venezuela revogará a licença de operação da Air Europa e da também espanhola Plus Ultra, que também cancelaram voos.

Sob o pretexto de combater o narcotráfico, os Estados Unidos da América (EUA) mantêm desde setembro um destacamento naval e aéreo em águas das Caraíbas próximas da Venezuela.

Em 21 de novembro, a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA) recomendou "extrema cautela" ao sobrevoar a Venezuela e o sul das Caraíbas devido ao que considera "uma situação potencialmente perigosa" na região.

Várias companhias aéreas, incluindo a TAP, suspenderam os seus voos para aquele país.

O Governo venezuelano cumpriu a ameaça e revogou as licenças de operação da TAP, Iberia, Avianca, Latam Colombia, Turkish Airlines e Gol, acusando-as de se "unirem aos atos de terrorismo" promovidos pelos EUA.

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