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Correio da Manhã

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Zimbábue quer extraditar caçador que matou o leão Cecil

Dentista do Minnesota alvo de crítica generalizada.
31 de Julho de 2015 às 12:14
O leão Cecil era um animal de uma espécie protegida e uma das principais atrações do Parque Nacional de Hwange
O leão Cecil era um animal de uma espécie protegida e uma das principais atrações do Parque Nacional de Hwange FOTO: Reuters
A ministra do Ambiente do Zimbabué, Oppah Muchinguri, pediu esta sexta-feira a extradição do norte-americano Walter Palmer, que matou o leão Cecil, animal de uma espécie protegida no país e uma das principais atrações do Parque Nacional de Hwange.

"Pedimos às autoridades competentes a sua extradição (de Walter Palmer, um dentista do estado norte-americano de Minnesota) para o Zimbabué para que possa ser julgado pelas infrações que cometeu", declarou a ministra durante uma conferência de imprensa.

O leão Cecil era um macho dominante na reserva e ficou conhecido pela sua notável juba negra e fazia parte de uma investigação científica sobre a longevidade dos leões realizada pela universidade britânica Oxford, usando um colar com rádio transmissor.

"Infelizmente, foi tarde demais para prender o caçador estrangeiro, porque já tinha fugido para o seu país de origem" antes do escândalo rebentar, comentou a ministra.

De acordo com a ministra, "as investigações realizadas, até ao momento, mostram que esta caça furtiva foi muito bem organizada e bem financiada, com certeza que funciona", disse a ministra, acusando o caçador norte-americano e os seus intermediários locais de "caçar furtivamente leões".

O tribunal de Hwange, competente para julgar o caso, apresentou acusações contra o responsável local pela caçada, Theo Bronkhorst.

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