Mas a versão nacional fica distante do ‘The Biggest Loser’, desde o montante do prémio final à envergadura dos protagonistas, que no ‘Peso Pesado’ são bem mais modestos na balança do que os norte-americanos. E duvido ainda que Júlia Pinheiro, uma mulher para toda a obra, não pudesse arranjar melhor substituta para si própria naquela função.
É pena que o êxito do programa assente no ‘voyeurismo’, no drama de pessoas em risco que expõem fragilidades e não na prova de que vale a pena tornarmo-nos mais elegantes e saudáveis, recuperando a auto-estima. Se ganhar disciplina, treinar a força de vontade, aprender a substituir os impulsos pela inteligência e mudar comportamentos são o caminho para uma vida feliz, ‘Peso Pesado’ dá essa formação, apesar de ter o calcanhar de Aquiles dos concorrentes eliminados, que não encontrarão, no regresso a casa, condições para prosseguir a luta contra o excesso de quilos. Deram espectáculo com uma retribuição perversa: já viram como se faz, agora governem-se. Mas esse não é um problema da televisão, é do País, que não dá para mais.
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