Não comento: nunca fui fã de Jackson e o seu racismo evidente, expresso na busca insana de uma brancura epidérmica, po-de fazer as delícias de um skin-head. Não faz as minhas. Pessoalmente, reparo apenas queo mundo dedica a estas figuras pop o mesmo tipo de veneração que os nossos antepassados reservavam a santos mais canónicos.
Nem sequer faltam as velas e as romarias. Faz sentido: com o declínio da religião, o vazio espiritual do tempo foi preenchido por figuras de plástico que passaram a ocupar os altares vazios. Ontem, a PrincesaDiana. Hoje, Michael Jackson. Amanhã, quem sabe, a sra.Paris Hilton, velada em choro pelo nosso Santo Ronaldo.
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