Carlos Rodrigues
Diretor"Apoio dos cidadãos europeus à Ucrânia mantém-se sólido ao fim de 4 anos"
25 de fevereiro de 2026 às 00:32As declarações do presidente do Conselho Europeu, o antigo primeiro-ministro português António Costa, feitas ontem, no quarto aniversário da guerra, em Kiev, são de uma clareza cristalina. O conflito não termina enquanto a Rússia não decidir que chegou a hora de fazer a paz, e para isso há duas condições fundamentais: “manter a pressão elevada sobre a Rússia, para a forçar a ir para a mesa das negociações, e manter apoio suficiente à Ucrânia, para que a Ucrânia possa continuar a sobreviver e a resistir a esta invasão”, disse Costa, que tem procurado configurar-se como o líder do concerto das nações europeias. A sua presença junto a Volodymyr Zelensky nesta data simbólica transmite a mensagem certa. A Europa está com a Ucrânia desde a primeira hora, e a Ucrânia acabará por cumprir o seu destino europeu, que é um destino democrático. Cabe a todos os nossos Governos zelar para que a Rússia não obtenha na mesa das negociações o que manifestamente não conseguiu obter no campo de batalha. Estes 4 anos de guerra no Velho Continente deixam várias lições geopolíticas. O Mundo mudou profundamente. A Ucrânia foi capaz de conter o gigante nuclear, e está longe de perder a guerra, ao contrário do discurso prevalecente que chega da América. Mas é também assinalável o apoio popular na Europa, que se mantém muito sólido ao fim de 4 anos e resistiu ao cansaço. O espírito europeu está bem vivo no apoio à causa ucraniana.
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