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Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

Bilhete Postal

15 de agosto de 2023 às 00:33

Ao lançar um conjunto de ideias para o desagravamento fiscal, o líder do PSD deu ontem, na habitual festa do partido, no Algarve, o pontapé de saída para um ano político intenso. Baixar o IRS, indexar os escalões à inflação por forma a não aumentar artificialmente o imposto todos os anos, e reduzir as taxas para os jovens, de forma a facilitar o início da vida ativa e a constituição de família, são três excelente ideias, e que têm todo o cabimento na atual arquitetura fiscal do País. Tenho para mim que é verdadeiramente incompreensível que o PSD não tenha pegado já nesta exigência para fazer uma oposição mais eficaz. O peso dos impostos sobre a classe média é tremendo. No tempo da ‘troika’, o então governante Vítor Gaspar ficou célebre ao usar a expressão “brutal aumento de impostos”, para anunciar isso mesmo que veio a acontecer. Nessa altura, a situação de bancarrota do País terá reduzido a intolerância dos portugueses. Hoje, os trabalhadores por conta de outrem continuam a viver debaixo de uma canga fiscal apertadíssima. A descida dos impostos sobre o trabalho é uma exigência de equidade e de justiça social. Depois do discurso de ontem, o Governo não deverá deixar esta arma nas mãos exclusivas do PSD e de Montenegro, e irá responder na mesma moeda. Boas notícias para os contribuintes. O Orçamento do Estado não poderá ficar de fora desta exigência política comum ao bloco central.

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