A construção europeia ou é sustentada pela adesão dos jovens ou simplesmente não sobreviverá. O ideal da Europa é dos maiores e mais notáveis feitos humanos. A pacificação do Velho Continente no pós-guerra possibilitou a criação de riqueza que transformou as últimas décadas num oásis de crescimento económico e de inovação tecnológica e social. A grande barreira de coral criada pela burocratização da máquina europeia afastou o cidadão das instituições e fez recrudescer os discursos nacionalistas, mas, aos poucos, a recuperação da simpatia das novas gerações está a devolver a popularidade ao sonho europeu. Tudo isto tem sido bem visível num projeto jornalístico apaixonante desta casa, designado ‘Europa Viva’, coordenado pelo jornalista João Ferreira, realizado em parceria com o Parlamento Europeu, e que, além de notícias e reportagens, já levou conferências sobre a vida europeia a escolas do Alentejo aos Açores, da Covilhã ao Algarve. Dezenas de estudantes, nalguns casos centenas, interrogam-se sobre o funcionamento das instituições e o ideal da construção europeia. A Europa será tão pujante quanto conseguir conjugar a macroeconomia e a grande escala com a proximidade com os cidadãos, porque sem os cidadãos não há democracia, e sem democracia não há construção europeia.
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Por Carlos Rodrigues
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