Carlos Rodrigues
DiretorO Irão já tem a sua bomba nuclear. Descobriu-a graças a Trump e à sua guerra. Depois destas semanas de bombardeamentos americanos, todo o Mundo ficou a conhecer o poder devastador que está à mercê de Teerão. Basta encerrar o estreito de Ormuz, e a economia mundial gripa. Dificilmente um inimigo do Irão consegue neutralizar esta arma, pelo que o regime passa a ser olhado como uma entidade com capacidade de derrotar a superpotência global e de desestabilizar o Mundo. É fácil, é barato, e virtualmente impossível de ser contrariado. Por ironia do destino, esta arma voltou a ser empunhada logo no primeiro dia do cessar-fogo, por causa do ataque israelita ao Líbano. Esta é a principal consequência geopolítica da aventura bélica dos Estados Unidos. A maior máquina militar da História da humanidade não é suficiente para derrotar um país cuja liderança foi decapitada nas primeiras horas de guerra e que se apresentou ao conflito com um stock limitado de mísseis e de drones, que geriu com parcimónia. Esta fragilidade do poderio norte-americano é também sinal da derrota inapelável sofrida por Trump. Outras consequências dos acontecimentos das últimas horas: os aliados árabes dos Estados Unidos percebem que o Irão saiu reforçado, e sentem-se traídos pelo amigo americano. O que parece uma trégua é, na realidade, um risco de agravamento do conflito, que parece ter entrado numa fase em que, genericamente, estão todos contra todos.
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