O ministro Castro Almeida tinha uma empresa imobiliária e decidiu vendê-la. Segundo a notícia ontem divulgada pela RTP, e depois logo confirmada pelo próprio, a venda aconteceu há uma semana, nem mais, nem menos. A decisão do governante foi tomada na sequência da demissão do antigo secretário de Estado, Hernâni Dias. Uma demissão, ao que sei, forçada pelo próprio ministro, que obrigou o secretário de Estado a demitir-se, apesar de ele não o querer, e de se estar a preparar para fazer finca-pé no lugar. O ministro Castro Almeida explicou, em direto no canal 1 da televisão do Estado, a razão pela qual decidiu vender a empresa que tinha há mais de 25 anos. Segundo ele, trata-se de uma questão de transparência. Quando se apercebeu do ambiente político em redor da lei dos solos, chegou à conclusão de que não podia manter a companhia. “Para cortar o mal pela raiz”, disse Castro Almeida. O ministro mostra alguma sagacidade política, e tem seguramente bons conselheiros que o ajudaram a tomar esta decisão. Desta forma, fica de mãos livres para defender a lei que vai permitir requalificar terrenos para construir casas, furtando-se a qualquer suspeição. Porém, a entrevista em direto ao ministro foi um momento um tudo-nada constrangedor, porque acabou por encontrar uma forma muito eficaz de “entalar” Luís Montenegro. Se o ministro vendeu, o que fará o chefe de Governo? Hoje, no Parlamento, o primeiro-ministro prometeu dar todas as justificações sobre o caso da sua empresa. A bem das instituições, seria bom que tudo ficasse esclarecido.
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Por Carlos Rodrigues
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