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Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

"São claramente precipitadas as notícias sobre a falta de poderes do Presidente"

11 de março de 2026 às 00:32

Convém olharmos para o que trazem de novo estes primeiros dias de Presidência de António José Seguro. O combate ao frenesim eleitoral deu o primeiro ‘soundbite’ de qualidade. Sob o ponto de vista do discurso, foi, eventualmente, a principal novidade, ao lado da garantia da defesa da democracia como linha vermelha indestrutível. Mas houve algo mais profundo que as frases-chave. Destaco quatro fatores. Houve clareza no discurso - a estabilidade política como valor relevante, um meio para atingir o fim, que é a solução dos problemas das pessoas. Houve serenidade mediática - acabaram as declarações avulsas a cada esquina, e isso contribui para baixar o stress comunicacional permanente.

Houve atenção a todo o País - a tomada de posse dividida por dois dias, com visita às regiões afetadas pelos fogos, a Guimarães, ou ao Porto, foi um achado que despertou interesse, e reforçou, desde o primeiro instante do mandato, o respeito de todos. Houve, finalmente, a coragem para marcar posição logo nos primeiros temas relevantes, como é o caso da negociação das leis laborais. E, assim, os portugueses entraram rapidamente numa nova era política, por mais que a identificação da tomada de posse do Presidente como momento inicial dessa nova era irrite o primeiro-ministro. Passo a passo, com pezinhos de lã, como sempre, Seguro já deixou claro que são claramente precipitadas as notícias sobre a falta de poderes do chefe de Estado.

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