Nestas eleições legislativas, há três grandes grupos de candidatos: há os partidos que concorrem para ganhar, a AD e o PS. Há um segundo grupo que tentará participar ou influenciar o poder, com especial destaque para a Iniciativa Liberal. Finalmente, há os que ambicionam, sobretudo, obter votos suficientes para sobreviver, como é o caso do PAN, mas também da esquerda que tenta fugir ao voto útil no PS A AD é quem tem o caminho mais facilitado, sobretudo porque está no poder. As sondagens dão-lhe a liderança, mas é estranho que o balanço globalmente positivo do Governo não se traduza numa vantagem mais consistente. A estratégia de Montenegro é atrair o mais possível os antigos votantes no Chega, nem que seja para os liberais. A dimensão da vitória da AD depende da capacidade de resistência de André Ventura e da lealdade do milhão de votantes de há um ano. Já o PS, o outro partido que ambiciona chegar ao poder, conta sobretudo com a fé no juízo negativo dos portugueses sobre os negócios do primeiro-ministro. Veremos se a censura é suficientemente forte para se traduzir em votos. Pior cenário é que se traduza em abstenção, um fantasma que paira sobre este escrutínio. Domingo, o debate com todos os partidos na RTP perdeu mais de 100 mil telespectadores em relação ao do ano passado. Há muitos sinais de indiferença no horizonte.
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Por Carlos Rodrigues
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