page view
Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

"A crise da Saúde ameaça baralhar as contas da eleição presidencial"

12 de janeiro de 2026 às 00:32

Entramos na última semana de campanha para a 1.ª volta das presidenciais. Tem sido uma campanha pobre e triste. Até ao momento, nenhum dos candidatos apresentou qualquer ideia diferenciadora. A falta de imaginação não contribui para atrair ou galvanizar o eleitorado, que se mantém, ‘grosso modo’, indiferente às mensagens de campanha. As intenções de voto e o alinhamento dos candidatos mantêm-se, por isso, inalterados, o que não quer dizer necessariamente que estejam empatados. O fator mais relevante até ao momento foi aquele que veio de fora desta corrida, invadindo-a com uma intensidade política avassaladora. Falo da crise da Saúde, que ameaça baralhar as contas da eleição, em particular do favorito Marques Mendes, colocado numa posição difícil, porque tem de apelar e de se apoiar no voto da AD, mas não pode ficar indiferente, como ninguém fica, à incompetência total na gestão política do SNS, sob pena de criar uma aura de frieza e indiferença. Quem, pelo contrário, se está a sair bem é Seguro, sobretudo porque tem mais facilidade em distanciar-se desta fase má do Governo, mas também porque a esquerda percebeu finalmente que está obrigada a votar útil se quiser evitar uma 2.ª volta entre Ventura e Mendes. Os ‘outsiders’ Cotrim e Gouveia e Melo gastaram todo o tempo a acentuar os erros que traziam da fase dos debates, e tiveram o azar de não serem interrompidos por nenhum dos seus adversários nessa repetição de mensagens erradas.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8