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Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

"AD não deve menosprezar sinais de desgaste do Governo"

17 de abril de 2026 às 00:32

Dois meses depois da eleição do novo Presidente, considerámos, em conjunto com a Intercampus, que era chegada a altura de auscultar os portugueses. O novo chefe de Estado reforça as garantias de estabilidade política, mas o barómetro fornece relevantes instrumentos de análise. A conjuntura mudou de forma radical nas últimas semanas. O Mundo confronta-se hoje com uma grave crise energética por causa da guerra, o que provoca um abaixamento geral do nível de vida, subida da inflação, perda de poder de compra e previsível agravamento dos juros. Se é verdade que a economia determina os ciclos políticos, os primeiros sinais de desgaste do Governo devem ser levados a sério pela AD. A aposta em reformas mal recebidas, como a lei laboral, funciona como acelerador da perda de popularidade.

A credibilização do líder do PS como possível primeiro-ministro reforça esse sintoma. É curioso verificar as diferenças entre os três líderes nos diversos segmentos do eleitorado. O socialista tem os melhores desempenhos em Lisboa, entre os mais velhos, de 55 anos para cima, e nas classes A e B. Montenegro domina entre os jovens e nas classes mais baixas. No Norte, Carneiro e o líder da AD estão empatados, e no Algarve Ventura é largamente o preferido. Eis o retrato de um eleitorado dividido, mas que está a avaliar com tranquilidade as opções que tem à sua frente, porque sabe que não haverá eleições em breve. 

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