Carlos Rodrigues
DiretorNoutros tempos poder-se-ia brincar com a declaração do Presidente Sampaio e garantir que há mais vida para além do ‘superavit’. Mas isso não faz sentido, porque o resultado do País no ano passado é uma espécie de arqueologia, ou seja, o testemunho de um mundo que já não existe. Mudou tudo nas últimas três semanas e pico. Mesmo assim, nunca é demais salientar o óbvio. É um bom princípio haver excedentes orçamentais, ou seja, sobrar dinheiro no fim de todas as contas do Estado num ano. Felizmente, longe vão os tempos em que a democracia era cronicamente deficitária. Os Governos PS, com Centeno e Medina, mudaram a perceção do problema. Passou a ser um ativo político fundamental evitar os défices do Estado. Ao contrário do que se chegou a temer, este ministro das Finanças leva já a medalha de duas boas execuções orçamentais completas, e a AD não permitiu o regresso aos défices. Mas há uma enorme distância entre o Estado ter excedentes e a vida quotidiana das pessoas. O brutal aumento dos combustíveis, decorrente da aventura bélica de Trump no Irão, vai inevitavelmente reduzir o nosso poder de compra devido à propagação do efeito inflacionário a toda a economia. A subida dos juros será o próximo passo nesta crise, que pode muito bem vir a ser a crise das nossas vidas, assim continuem os tambores da guerra a ecoar na zona do Globo de onde brota grande parte do petróleo mundial.
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Por Carlos Rodrigues
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