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Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

"Meter férias é normal, como provam José Luís Carneiro e Passos Coelho"

10 de agosto de 2026 às 00:31

Subitamente, por causa de uma declaração infeliz do gabinete do primeiro-ministro, as férias transformaram-se numa questão política. Montenegro disse que ia abdicar delas, metendo apenas alguns dias de folga e fins de semana. A intenção era mostrar um certo denodo, mas a iniciativa estava condenada ao fracasso. A ideia de que o primeiro-ministro precisa de ficar em Lisboa é um absurdo, e isso ficou ainda mais à vista devido ao silêncio sobre o restante gabinete. Ficaria Montenegro a trabalhar sozinho, enquanto os assessores e adjuntos iam à sua vida? Como tudo o que pode correr mal corre ainda pior, o Correio da Manhã acaba por surpreender o líder do Governo numa praia algarvia.

O efeito principal da revelação jornalística foi a transformação do tema num tópico politicamente relevante, que implica a palavra do primeiro-ministro. O líder do PS comentou a “peripécia”, dizendo que a palavra do chefe do Governo fica desgastada. Curiosamente, o mesmo José Luís Carneiro apareceu nesse dia na capa do nosso jornal, e isso deve ser qualificado como um facto normal, porque os portugueses percebem perfeitamente que os políticos precisam de descansar. Os que estão no ativo, os que estão retirados, e também Passos Coelho, como hoje mostramos em exclusivo. O verão passou a ser palco da política portuguesa. Conselho principal: que tal tratar os portugueses como adultos que são e reconhecer que as férias são um facto normal da vida? 

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