Carlos Rodrigues
DiretorÉ normal que haja algum desapontamento com o empate na estreia do Mundial, mas convém não dramatizar. Apesar de a equipa não ter conseguido encontrar-se, a verdade é que houve uma série de oportunidades de golo na parte final, que podiam perfeitamente ter originado uma vitória sólida. Além disso, mesmo com dificuldades de entrosamento, a Seleção só se deixou empatar num lance de bola parada em que houve uma falha coletiva na defesa, possivelmente já a pensar no intervalo. Acima de tudo, e como ontem o Bilhete Postal bem aconselhava, é preciso relativizar o resultado do primeiro jogo. Portugal esperava uma vitória no arranque, mas a maior parte dos jogadores não estão ainda em grande forma e a equipa parece perra e nervosa. Tem de se libertar. O novo formato do Mundial apura para a fase seguinte praticamente todas as grandes equipas. Passam os dois primeiros de cada grupo e quase todos os terceiros. Só os quatro piores ficam pelo caminho. A seleção nacional estará seguramente nos 16 avos de final. O selecionador e os jogadores mais experientes devem aproveitar para corrigir e treinar, porque as grandes decisões só chegam mais tarde. A poupança do nosso melhor central, Rúben Dias, mais o apelo à serenidade na conferência de imprensa, mostram que o selecionador controla a situação. Nada de dramas. O Mundial só agora começou, e normalmente a glória fica guardada para equipas que crescem durante o torneio.
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Por Carlos Rodrigues.
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