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Carlos Rodrigues

Carlos Rodrigues

Diretor

"O jornalismo não morreu nesta era negra que se vive nos Estados Unidos"

10 de abril de 2026 às 00:32

Quando tudo nos falha, resta o jornalismo. A investigação do jornal americano ‘New York Times’ sobre os bastidores da decisão de atacar o Irão lança luz sobre um dos episódios mais negros da administração. Damos nota da informação essencial, hoje, no nosso CM. O primeiro facto relevante é a investigação em si. O jornalismo não morreu nos Estados Unidos, apesar dos tempos negros que vivemos, e é a principal arma para desvendar os mecanismos de degradação da democracia. O trabalho do ‘NYT’ mostra, também, que a decisão de Trump resultou efetivamente de um ousado trabalho de manipulação do raciocínio e dos afetos do Presidente norte-americano, realizado por Netanyahu em plena Casa Branca. Ficamos, ainda, a saber que os Estados Unidos partiram para a guerra sem terem um objetivo nem uma estratégia, o que confirma tudo aquilo que já suspeitávamos. A Casa Branca é o reino do caos e do improviso. Outro dado relevante revelado pela notícia é a incapacidade de toda a equipa de Trump em contrariar o chefe. A dependência psicológica em relação ao Presidente norte-americano já tinha ficado bem evidente no episódio dos sapatos que o secretário de Estado, Marco Rubio, calçou, apesar de terem um número muito superior. Há uma exceção relevante: J.D. Vance consegue fazer saber que se opunha terminantemente ao ataque, e que o disse alto e bom som. Começou a campanha eleitoral para a sucessão de Donald Trump.   

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