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Rui Zink

Rui Zink

A esquadra e a flotilha

22 de maio de 2026 às 00:30

Acredito que as pessoas são tendencialmente boas, embora façam coisas ocasionalmente más. Acredito que ninguém “é ministro”, “é parvo”, “é cruel” ou “é mesquinho”. Quase sempre, o verbo estar é bem mais adequado do que o verbo ser. Por vezes “estamos ministros”, tal como “estamos parvos”. E ninguém “é cruel”. Temos momentos. Situações pontuais, como estar desempregado ou estar feliz ou estar sossegado. Muito pouco na vida é essência, quase tudo é circunstância. Quem não perdeu já a cabeça no trânsito, a ponto de quase fazer uma estupidez? Uma pessoa não se resume a um mau momento. A menos, claro, que este seja fatal, como o de Renato Seabra e Carlos Castro. Não somos apenas santos ou pecadores. A esquadra do Rato está num mau momento, mas os seus agentes não “são todos energúmenos”. Como diria Paulo de Carvalho, “Esquadra do Rato é quando um homem quiser/aqui e em qualquer lugar”.

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