Há outro vírus à solta no país europeu onde o coronavírus mais se expande descontroladamente. Leva um período de incubação já longo, mas voltou a manifestar-se fortemente nos últimos dias e o populista líder da Liga Norte, Matteo Salvini, não demorou muito a tirar partido do seu potencial. Desta vez, como em tantas outras, foi ridículo. Conhecido pelas suas posições contra os imigrantes, Salvini não demorou a pedir o fecho das fronteiras de Itália para evitar a contaminação por coronavírus a partir de África. Quando fez esta declaração, o continente africano registava apenas três casos positivos, um deles o de um italiano proveniente de Milão, a terra de Salvini. Além do medo natural da propagação do vírus, Itália enfrenta agora o uso da epidemia com arma de arremesso político, o que também poderá explicar o descontrolo que se instalou na região transalpina. A maioria dos casos regista-se precisamente na Lombardia e no Véneto, administradas pela Liga Norte. O plano de Salvini não era apenas xenófobo. Ele aproveitou o surto para sugerir ao primeiro-ministro, Giuseppe Conte, a demissão por não ter protegido o país. E, claro, tinha uma vacina: formar um novo governo "de unidade nacional", com a participação do próprio Salvini. É nestas alturas que devemos sentir orgulho da tranquilidade lusitana. Cá, a vida corre sem grandes sobressaltos, muito devido a uma comunicação do Governo que tem sido, até agora, exemplar. As exceções são apenas cómicas. É o caso da Autoridade Nacional da Aviação Civil que no seu site limita a informação sobre coronavírus a uns pósteres para descarga e à colocação de uns links óbvios. Mas, entretanto, aproveitou para informar os utentes do encerramento dos serviços de tesouraria durante a hora do almoço "com vista a mitigar os efeitos de contágio" por coronavírus. Podemos ser de brandos costumes, mas aproveitamos bem as oportunidades…
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