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Ana Isabel Fonseca

Jornalista

Onde falhámos?

24 de junho de 2026 às 00:30

Kiara foi a quarta criança morta este ano em contexto de violência doméstica. Tinha apenas quatro anos. Foi agarrada pelo pai, que se lançou do oitavo andar com a menina. Dias antes, Eulália asfixiou a enteada Lara, de oito anos. O ano ainda está longe de terminar e já foi igualado o número de mortes registadas em 2022 neste contexto. São dados que causam revolta, mas acima de tudo muita preocupação. Só no ano passado foram reportadas à Comissão de Proteção de Crianças e Jovens mais de 62 mil situações de crianças em perigo. Num panorama em que continuamos a ter uma clara escassez de recursos humanos e técnicos, assume-se como urgente um reforço das equipas. É necessário melhorar o acompanhamento no terreno e a avaliação do risco.

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