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Ana Isabel Fonseca

Jornalista

Não basta punir

22 de julho de 2026 às 00:30

Os casos de reincidência entre agressores sexuais continuam a representar um problema grave no nosso sistema de justiça. Arguidos condenados a penas suspensas, ou outros que saem em liberdade condicional, voltam muitas vezes a cometer o mesmo tipo de crime. Foi o que agora aconteceu na Gafanha do Areão, em Vagos, onde um homem foi detido pela terceira vez por crimes de violação. Nos dois casos anteriores cumpriu penas de prisão. A última condenação foi de oito anos de cadeia, mas o arguido saiu antes do termo da pena. Está já em prisão preventiva. Há fortes probabilidades de que seja julgado e condenado novamente, mas, quando for libertado, como se pode impedir que volte a atacar?

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Não basta punir

Casos de reincidência entre agressores sexuais continuam a representar um problema. Em Vagos, um suspeito atacou pela terceira vez

Proteção em risco

Juízes dizem que o depoimento para memória futura da vítima só pode ser recolhido após o suspeito ser constituído arguido.

Promessas no papel

Famílias das vítimas de Pedro Dias não receberam a indemnização de 500 mil euros. Crimes ocorreram há quase dez anos.

Vidas destruídas

Dois homens foram escravizados durante vários anos. Só no ano passado foram identificadas 250 vítimas deste tipo de crime.

Onde falhámos?

Em pouco mais de seis meses registaram-se já quatro mortes de menores em contexto de violência doméstica.

Sem dignidade

Idosos eram maltatrados em lares ilegais, passavam fome e não tinham condições de higiene. Registaram-se quatro mortes.

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