Francisco José Viegas

Escritor

Blog

24 de março de 2016 às 00:30
Partilhar

Na terça-feira, 29 (18h30), a Biblioteca Nacional abre portas a um colóquio sobre a obra de Fernando Ribeiro de Mello (1941-1992). Para as ‘novas gerações’ o nome há de ser estranho, o que é uma injustiça imperdoável – para Ribeiro de Mello e para a sua editora, a Afrodite, que de 1965 até ao final dos anos 80 construiu um catálogo tão inovador como perdulário, tão provocatório como minucioso e ousado, minando bibliotecas e tipografias bem comportadas. Foi o trabalho dessa editora que a censura designou como uma ‘insólita ofensiva de corrupção’, logo depois de ter publicado a ‘Antologia da Poesia Portuguesa Erótica e Satírica’ de Natália Correia e ‘A Filosofia na Alcova’ de Sade. Daí até aos anos 80, Fernando Ribeiro de Mello havia de tornar-se referência da nossa edição, publicando livros, imaginando- -os, publicitando-os de maneira escandalosa. É um pedaço da nossa história. 

-----

Pub

Citação do dia

"Não ter medo de 5000 jihadistas é sinal de estupidez, não de coragem", João Pereira Coutinho, ontem, no CM

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar