Parece que o Estado vai poupar 19 milhões com a revisão dos contratos de associação com escolas privadas. Ninguém acredita nesses números, a começar por técnicos do ME. Mas admito que consiga metade desse valor, que gastará depois nos sítios do costume (é preciso contar com 150 milhões para despedimentos).
No entanto, por trás desta alegria estatal, há uma doença mais maligna do que pensamos: o contentamento imbecil em manter um ensino único, sem heterodoxias, liderado pela nova Santa Aliança entre um ministério infantilizado e um sindicato poderoso.
Há quem rejubile com a ideia de "ensino único"; no fundo, são os mesmos saudosos de um "manual único", de um "programa único", de uma "verdade única" (que ricos manuais de história e literatura!), até de um "sindicato único".
Por detrás do seu irrequieto e hipócrita amor à escola pública e ao poder do Estado, um dos pilares de qualquer demagogia, está finalmente à vista de todos um ódio visceral à liberdade, à diferença e ao que não podem controlar. Um país dominado por esta gente acabará irrespirável, mas isso não se nota à partida.
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