Nunca descobri a Serra do Roboredo, que agora arde perto de Moncorvo: ela descobriu-me a mim, inventou-me, fez-me amar aquelas árvores (os carvalhos brancos, as faias, negrilhos, amendoeiras, castanheiro bravo, sobreiros, medronheiros, cerejeiras, cedros, zimbros e ciprestes), as colinas de vegetação suave (urze, giesta amarela, cravinas, orquídeas, esteva e carqueja, pilriteiros, rosa-brava e refúgios de espargo, serralha e acelga), as suas sombras humedecidas (onde nascem míscaros, sanchas e roques), a capela de N. S. da Teixeira (frescos que lembram El Greco), as ruas silenciosas de Maçores, Açoreira, Felgueiras, Peredo e Urros, ou a Fraga do Facho e a água do seu ribeiro ("os castanheiros curvam-se sobre ela, para que o sol do estio a não aqueça", como escreveu Campos Monteiro).
Eu saía a pé da minha aldeia, Pocinho, e a Serra do Reboredo era o esplendor aberto ao céu, comovente, de onde levantava a neblina para deixar ver, da outra margem, todo o Vale do Nídeo onde flutuavam águias, açores e falcões) até à foz do Côa.
Não são eucaliptos que ardem, ó ignorantes.
É a minha serra.
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