Talvez a geopolítica tenha mudado o destino da Europa atual e estejam em causa os hábitos de conforto europeu a que todos nos habituámos, incluindo o da “paz perpétua” que já dura há oitenta anos. É um bem inestimável que todos esperamos poder conservar do nosso lado. Qualquer bom conservador – ou seja, o ser humano no seu estado pacífico – reconhece que a Europa era um bom lugar onde viver. Há setenta anos, Georges Pompidou, que foi o homem a ocupar por mais tempo o lugar de primeiro-ministro em França (a que se seguiram cinco anos como presidente), falava dos sonhos europeus com uma notável clareza sentimental: “Sou daqueles que acreditam que, daqui a cinquenta anos, a riqueza consistirá em poder manter o estilo de vida do camponês abastado do início do século XX, ou seja, espaço ao redor, ar puro, ovos frescos, galinhas criadas com milho, etc. Piscinas e carros entrarão também nos sonhos, mas não são o fundamental; o que permanecerá é a necessidade de ar, de pureza e de liberdade.” Hoje ninguém diz metade disto.
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