Disse o poeta maior que mudam-se os tempos, as vontades, e até a confiança. Não nos compete a nós desdizer Camões, nem fazer comentários a factos recentemente ocorridos. Certamente que haverá razões para os procedimentos adotados, e nenhuma outra observação será produzida pela ASFIC/PJ senão que o tempo (sempre o tempo) será o melhor julgador das decisões.
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Nem tudo ficou concluído por Luís Neves na PJ.
Modernização? Faltam materiais de sustento do trabalho diário.
A dignidade de quem desaparece exige especialização, rapidez e coordenação.
Boa governação não é apenas decidir, é decidir a tempo.
Os polícias sabem que a integridade física – e, em casos raros, a própria vida – entra na equação no cumprimento do dever.
Os tribunais continuam a funcionar como sempre: em calamidade permanente, à última da hora, sem estratégia e à custa de quem lá trabalha.
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