Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesHomicídio e suicídio
13 de maio de 2016 às 00:30Um homem e uma mulher, com cerca de 50 anos, ambos alemães residentes há alguns anos no Algarve, terão feito um pacto de morte, tendo decidido suicidar-se no mesmo dia e na mesma hora. Segundo os dados conhecidos, no início de abril a mulher terá enviado uma carta à mãe, na qual se despedia dela e da vida. Terá afirmado que nem ela, nem o companheiro gostavam deste mundo. A mãe terá alertado de imediato as autoridades portuguesas, que foram à residência onde o casal vivia, não tendo aí encontrado ninguém. A casa estava deserta e sem sinais de roubo. Estavam desaparecidos desde esse dia. Foram encontrados agora em avançado estado de decomposição, sinal de que podem estar mortos há mais de um mês.
Uma coisa é um pacto suicida, no qual as pessoas se suicidam em simultâneo. Outra é um crime, onde um tira a vida ao outro, na maior parte das vezes contra a vontade deste e suicida-se de seguida. Temos visto isto em casos de violência doméstica, em que o homem decide assassinar a mulher e depois suicida-se. Nestes casos não há pacto suicida. Existe sim um homicídio seguido de suicídio. Não podemos confundir estes dois conceitos que, parecendo iguais, são bem diferentes.
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