Carlos Anjos
Presidente da Comissão de Proteção de Vítimas de CrimesO recente Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) chama a atenção para a evolução para a criminalidade juvenil grupal, especialmente em meio urbano, com destaque para agressões, roubos por esticão, crimes com arma branca e confrontos em espaços públicos e zonas escolares. A dimensão da criminalidade grupal juvenil é hoje um fator de preocupação, quer pelas suas implicações no futuro destes jovens, quer na perceção de insegurança, não podendo ser ignorada. O esforço feito por PSP e GNR não chega. O RASI refere a importância de uma intervenção precoce em contexto escolar e comunitário, envolvendo famílias e instituições, como forma de travar este tipo de comportamentos, uma vez que estamos a assistir a um aumento anual deste tipo de criminalidade. Assim, em 2023, a criminalidade grupal tinha aumentado cerca de 8,7%, em relação ao ano anterior. No salto seguinte (2024) a delinquência juvenil aumentou 12,5% em relação ao ano anterior. Os dados de 2025 ainda não são conhecidos, mas sabe-se que houve um aumento significativo deste tipo de criminalidade. Não estamos perante um aumento isolado, mas sim uma tendência de agravamento contínuo desde o período pós-confinamento, especialmente em dinâmicas de grupo em meio urbano, rivalidades entre bairros, confrontos e roubos em grupo.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Tendência de agravamento contínuo desde o período pós-confinamento.
Só havia uma medida de coação que o podia parar: a prisão preventiva.
Nesta área não há milagres. Podemos mesmo nunca saber qual a causa da morte.
Maioria dos crimes violentos ligados ao tráfico de drogas.
Margem de recrutamento diminuiu devido aos baixos salários.
Intervenções são indispensáveis para garantir a segurança.
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos