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Eduardo Caetano Sousa

Coronel

O tempo da guerra

25 de julho de 2026 às 00:30

O Mundo vive uma crise permanente, um pouco na lógica de Robert D. Kaplan. Os atuais conflitos arrastam-se sem um fim à vista. O envolvimento direto dos EUA na guerra contra o Irão é uma espécie de guerra de punição. E por isso tem um tempo. O tempo da aceitação das exigências consideradas pelos EUA, nomeadamente: a desistência do Irão enriquecer urânio para fins militares, resolvendo no imediato o problema do urânio remanescente e garantir a livre circulação no Estreito de Ormuz. O Irão ou negoceia estas exigências, ou assume a escalada do conflito, ou então aceita a continuação do conflito em modo de baixa intensidade por tempo indeterminado. Transformar esta guerra num conflito existencial, como o querem fazer os dirigentes do regime iraniano, pode estender e complicar o parâmetro do tempo da guerra, politicamente desejado pela Administração Trump. Também na Europa, a Rússia de Putin não sabe como sair de um problema que criou ao invadir a Ucrânia. Aqui o tempo da guerra vai correndo ao sabor dos êxitos, das vitórias e derrotas nos campos de batalha e que agora se estendem até Moscovo. Por tudo isto estes conflitos começam a ser “guerras de paciência”. Muita paciência!

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