Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoJá não é só nas zonas nobres das cidades de Lisboa e Porto que uma família de rendimento médio não consegue comprar casa. Esta missão impossível num país de rendimentos modestos e casas muito caras é particularmente grave nos concelhos das duas grandes áreas metropolitanas e no Algarve, mas está a espalhar-se por todo o País. De Braga e Coimbra, de Leiria a Setúbal e por muitas outras cidades e vilas. Segundo um estudo de uma multinacional de intermediação imobiliária apenas 48% das casas à venda se situam um patamar de preços compatível com a capacidade financeira de 77% das famílias portuguesas que, segundo o estudo, está fixado no valor máximo de 330 mil euros. Ou seja as casas à venda nas cidades, que há poucas décadas estavam ao alcance de uma família trabalhadora, têm preços tão pornográficos, que só uma família rica as pode comprar. A subida dos preços engordou as receitas das câmaras com o IMT, mas é socialmente insustentável. Tem de haver resposta política e mais oferta pública de habitação para a classe média e para quem trabalha e não pode suportar os encargos que os preços de mercado atuais exigem.
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