Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoHá 16 anos Portugal, tal como Itália , Grécia e Espanha, era dor de cabeça europeia por causa da dívida. E foi criado o pouco simpático acrónimo PIGS. Com a ressonância suína em inglês baixava a reputação dos Estados endividados. Mas com muito sacrifício e doloroso ajustamento, que no caso português e grego envolveu dura intervenção da Troika, saíram desse buraco. Agora as ameaças chegam dos gigantes. Reino Unido, que já não está na União Europeia, Itália e França, são grandes economias com elevado risco sobre a sustentabilidade das suas contas públicas. O Financial Times chama-lhes BIF. Mas nós não estamos livres de pressão, apesar da notável redução da dívida pública, porque se a França, ou um dos outros gigantes, entrar em crise, também estamos 'feitos ao bif', porque os juros da dívida pública tenderão a subir por arrasto , além do travão económico que as crises financeiras provocam a um País, com uma pequena economia aberta, que apanha pneumonia, sempre que na Europa algum gigante se constipa.
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Há grandes ameaças financeiras na Europa.
Há o risco de os bancos espanhóis ficaram demasiado dominantes em Portugal.
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Com tanta energia renovável, não há razões para eventuais subidas na conta da luz.
A crise petrolífera provocada por este ataque ao regime desprezível dos aiatolas tem um impacto.
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