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Armando Esteves Pereira

Armando Esteves Pereira

Diretor-Geral Editorial Adjunto

Barganha no OE

24 de outubro de 2026 às 00:30

O PS confirmou a viabilização na generalidade do Orçamento do Estado com a abstenção. O País ganha com esta atitude responsável que dispensa uma crise política inútil. No entanto os socialistas não dão carta branca ao governo e reservam-se no direito de mudar o sentido de voto na votação final global, depois da discussão na especialidade. Num momento em que a Europa está ameaçada, com os juros da França a passarem os 5%, transformar o Orçamento do Estado português numa barganha irresponsável e despesista só para eventuais dividendos eleitorais seria um imperdoável erro. O PS insiste em  medidas para combater o custo de vida, mas isso implica mais despesa. Ter contas certas é um seguro nestes tempos em que a Europa arde. Portugal paga hoje menos juros do que a França, mas se os mercados notarem descontrolo, os contribuintes portugueses e todos os cidadãos sofrerão com o agravamento dos juros exigidos à República Portuguesa. Como assistimos no último resgate da troika a irresponsabilidade orçamental, alguma por boas intenções, paga-se depois de forma muito mais cruel.   

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