Armando Esteves Pereira
Diretor-Geral Editorial AdjuntoO agravamento do custo de vida não é igual para todos. A inflação aqueceu este inverno, mas para as pessoas mais pobres a subida de preços custou muito mais. Isto porque os bens alimentares registam uma subida que ultrapassa em mais de três vezes a média oficial da inflação. Como as pessoas de menores rendimentos gastam a maior parte do seu magro pecúlio em bens alimentares, porque é uma necessidade óbvia de sobrevivência, o impacto da carestia dos alimentos castiga mais as pessoas mais vulneráveis. A comparação do preço dos alimentos com os que estavam em vigor há quatro anos, antes da invasão russa da Ucrânia, é assustadora. E esta inflação acumulada já não desaparece. Quase um quinto da população portuguesa vive em risco de pobreza, mas este agravamento de preços tem impacto num parcela muito maior da população, num país onde a maioria das famílias já sem esta inflação, fazia um notável exercício de ginástica financeira para esticar o rendimento até ao fim do mês. Há um real risco social de mais famílias entrarem na linha de pobreza.
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