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Paulo João Santos

Paulo João Santos

Jornalista

Estamos tramados

31 de agosto de 2026 às 00:30

Aladainha da perceção não vai resolver o problema da insegurança que se instalou no País. A realidade é o que é e pouco importa que os números digam que a criminalidade ‘não-sei-quê’ desceu. O que se vê são assaltos à luz do dia, ameaças, tiros e facadas, marginais à solta, gente má, gente perigosa, bandidos. Portugal não estava habituado a isto. Havia respeito, havia ordem, mas parecia óbvio que as políticas adotadas nos últimos anos só podiam conduzir a este resultado. Os polícias desapareceram da rua, agora andam de carro, só aparecem quando o mal está feito. As leis penais não ajudam, o ladrão é preso e logo está cá fora. Ao sentimento de revolta e impunidade, junta-se o medo de sermos a próxima vítima, ou os nossos filhos, ou os nossos pais. Para quem anda de arma na mão, a vida dos outros não tem qualquer valor. Se os governos de Costa negligenciaram o problema, Montenegro não dá mostras o resolver. Estamos tramados. 

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