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Patrícia de Carvalho

Patrícia de Carvalho

Deputada do Chega

Montenegro, o cúmplice

10 de setembro de 2026 às 00:30

Ainda temos Luís Neves como ministro da Administração Interna. É uma pena, porque este indivíduo coloca em causa as instituições democráticas e atira para a lama a democracia. Uma das pastas mais importantes de uma governação está nas mãos de um xerife que acredita que manda no país, até mais do que o primeiro-ministro. Além das contradições que protagoniza, Neves não é capaz de admitir que é um estorvo para qualquer democrata e não compreende que um ministro não pode continuar a exercer tão importante cargo estando ferido de morte por irregularidades, ilegalidades e suspeitas gravíssimas que colocam em causa o bom nome da Polícia Judiciária. Mas também Montenegro envergonha o país. Envergonha-nos com a sua passividade e cumplicidade. Passividade porque não toma as rédeas da situação e não demite Luís Neves, o que nos leva a perguntar: do que tem medo? E cumplicidade porque, quando o Chefe do Governo não toma uma atitude perante uma situação que coloca em causa o regular funcionamento das instituições é cúmplice de um ataque sem precedentes à democracia. Tudo isto foi dito na discussão da moção de censura e ainda assim o Parlamento rejeitou a iniciativa do Chega. Vamos aguardar. O tempo dar-nos-á razão. Quem avisa, amigo é!

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