page view
F. Falcão-Machado

F. Falcão-Machado

Embaixador

Birmânia

12 de fevereiro de 2021 às 00:30

Várias são as entidades que condenaram o golpe de Estado dos militares da Birmânia, hoje Myanmar, contra o governo dessa antiga colónia britânica e que apelaram ao regresso da democracia: o Secretário-Geral das Nações Unidas, António Guterres, o presidente dos EUA, Joe Biden, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o Papa Francisco, que visitou o país em 2017, etc. Contudo, no Conselho de Segurança das Nações Unidas a China vetou a discussão do tema.

Dos líderes democráticos agora aprisionados pelos militares, a senhora Aung San Suu Kyi, Prémio Nobel da Paz (1991), é a personalidade mais conhecida pelo seu passado de luta contra o regime autoritário. É hoje vasta a sua popularidade como se constatou quer nas eleições parlamentares de novembro passado, quer nas recentes manifestações populares no Myanmar. Mas Suu Kyi também tem sido acusada de não ter evitado a cruel perseguição há muito movida pelos militares contra a etnia rohingya do país. Não se conhece a razão desse seu descaso face à violação dos direitos humanos de uma minoria, mas é possível que a democratização do Myanmar, negociada desde 2010 sob rígido controlo militar, não lhe haja deixado grande margem de manobra.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Logo CM

Newsletter - Bom Dia

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Sobre o Brasil

Cerca de 30 milhões de abstencionistas terão uma palavra a dizer.

Sobre Metz

Papa defendeu uma ordem internacional baseada no multilateralismo.

Que diplomacia?

A guerra acaba por ser apenas a imposição de uma vontade política.

Kiev e Moscovo

Há tarefas que ganham mais em ser confiadas aos profissionais da diplomacia.

Mais Lidas

Ouça a sua rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8