Aqueles a quem não interessa agora, e especialmente agora, a pouco mais de um mês de eleições, que se fale virão com a teoria que se trata de aproveitamento político ou de que está tudo a embarcar na propaganda da “esquerda” - como se não fizessem o mesmo quando estão no lado mais baixo da balança do poder. Mas a verdade é que o trágico acidente do Elevador da Glória não podia ser mais claro a mostrar a falta de espinha dorsal do político Carlos Moedas. Que era um autarca vaidoso, deslumbrado (confesso que, em 2021, dele não tinha esta imagem) e mais preocupado com perceções - como agora tanto se diz - do que em deixar obra efetiva, os últimos anos já o tinham mostrado. Mas os últimos dias foram a estocada final. Um decisor incapaz de tirar consequências políticas do que aconteceu, o mesmo que veio lembrar a demissão de Jorge Coelho na queda da Ponte de Entre os Rios (2001) para pedir a demissão de Medina aquando da divulgação de dados de ativistas anti-Putin a entidades russas pela Câmara de Lisboa mas agora tudo parece ter esquecido, não merece respeito.
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