Zohran Mamdani venceu a cidade de Nova Iorque. A ala política que nos habituámos a ver com o punho erguido deixou de estar no banco de trás do Partido Democrata para assumir o volante, e logo numa das maiores metrópoles dos EUA. A cidade que nunca dorme, outrora símbolo do dinamismo capitalista, acaba de eleger um candidato que quer ser a antítese disso. Esta eleição é sintoma do mesmo cansaço que já levou, noutras alturas, à eleição de figuras atípicas. Desta vez, em vez de um outsider de direita, foi a vez de uma figura da esquerda. Os motivos são simples: crise na habitação e desigualdade. Apesar de ter sido apoiado pelo Partido Democrata, o novo ‘mayor’ representa uma escolha de rutura, de virar (ainda mais) à esquerda. Daí, Mamdani: pelo seu currículo de ativismo e indignação com o status quo, o político muçulmano nascido no Uganda tornou-se o primeiro socialista a vencer uma eleição com este peso. A prova disso? Venceu em bairros de rendimentos baixos, onde a vida é mais difícil como Brooklyn, Bronx e Queens. Já Cuomo, derrotado no todo, dominou em Staten Island e nos bairros mais ricos. Não nos iludamos. Esta eleição não é só sobre Nova Iorque. É sobre um shift cultural que rejeita a corrente que trouxe os americanos até aqui.
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