A relação de Suzanne Verdal McCallister com Leonard Cohen nunca mais foi a mesma depois de a bailarina "meio maluca" que procurava farrapos nos "balcões do Exército da Salvação" para fazer roupa tomar consciência de que o poeta e músico canadiano se alimentara da relação que mantinham - mais espiritual do que carnal, reza a lenda - para compor uma canção.
‘Suzanne’ começa e termina no rio à frente do qual a musa vivia, mas a certo ponto permite a Cohen cantar (quase dizer) que "Jesus foi um marinheiro quando caminhou sobre a água, e esperou muito tempo na sua torre de madeira solitária, até ter a certeza de que só os homens que se estão a afogar o veriam". Ou seja, para chegar a Cristo primeiro teve de olhar para uma mulher.
Antes e depois de Suzanne houve milhões de homens e de mulheres junto aos criadores, alimentando-os, nem sempre de forma voluntária e consciente, como se deixassem o pescoço descoberto ao alcance de vampiros com dentes aguçados.
Livro dentro do filme
Pode um livro servir para o autor se vingar da musa? ‘Animais Noturnos’ comprova-o, a partir de quinta-feira nas salas de cinema.
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