O PSD sempre foi ambíguo e eclético. Crismado de “ala liberal” em vida intrauterina, para sinalizar a oposição interna à ditadura, viu tal tendência transmutar-se em liberalismo económico e originar a IL. Do nome “popular”, emergiu uma expressão populista radical que migrou para o Chega. O referente “social-democrata”, que outrora serviu a candidatura à Internacional Socialista, mora hoje enclausurado no comentário de Pacheco Pereira e na memória de um núcleo restrito de militantes. A heteronomia devia ser vacina suficiente contra surpresas. Porém, só a “primavera marcelista” se compara ao ágil piscar à esquerda e virar à direita do Primeiro-Ministro. Montenegro não ignora que foram votos do centro e do centro-esquerda que lhe deram a vitória. Colheu-os por transmitir ao eleitorado a perceção de que seria o antídoto eficaz contra o Chega. Ora, após a eleição de Seguro, terá concluído que chegou a hora de “reabilitar” Ventura e preparar a solução que lhe garanta mais uma legislatura. A Lei de Estrangeiros, o Tribunal Constitucional e a Revisão Constitucional indiciam o alinhamento com o Chega. Cabe ao PS perfilar-se como alternativa.
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Montenegro concluiu que chegou a hora de "reabilitar" Ventura
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