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Ivone Patrão

Psicóloga clínica

'Brain rot': é um diagnóstico clínico?

21 de junho de 2026 às 00:30

Não, não é um diagnóstico clínico. É uma expressão usada para descrever a sobrecarga digital pelo consumo excessivo de conteúdos rápidos, repetitivos e pouco estimulantes. Primeiro há a pesquisa de um interesse e de seguida a visualização de conteúdos que não estão no top 5 das preferências, fruto do que o algoritmo dá. São vídeos curtos, associados ao ‘scrolling’ infinito. A Oxford University Press elegeu o ‘brain rot’ como a expressão de 2024, o que espelha a preocupação com este ‘binge eating’ digital, que promove a alternância constante da atenção, um consumo passivo de informação, e a redução da tolerância ao esforço cognitivo prolongado e à frustração. A investigação nesta área já retrata o impacto na atenção para ler, para estudar, para o foco sem interrupções, no sono, no humor, na socialização, com especial atenção aos jovens.

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