António Marçal
Presidente Sindicato dos Funcionários JudiciaisA deus, Catarina, a de má memória para a Justiça, em especial os oficiais de justiça. Uma “socialista” com veia esclavagista, que erigiu um calabouço de ataques aos trabalhadores deste setor. Ficam na memória de todos nós suas promessas vãs e o eterno embate entre o “fazer” retórico e a ineptidão prática. Catarina prometeu justiça e equidade, típicas do palco político. Com o avanço do tempo, as nuvens de desilusão pairavam sobre a Justiça. Os OJ, servos incansáveis do sistema, foram sujeitos a uma intransigente perseguição. A ministra, ansiosa por mostrar serviço, tentou arrancar sangue de pedra, obrigando os funcionários a trabalhar para além do horário, sem a devida compensação. Catarina, ex-juíza do Tribunal Constitucional, deveria conhecer a importância da justiça e dos direitos laborais. Contudo, a ânsia de brilhar na arena política obscureceu o seu julgamento, indo contra os princípios que jurou defender. A sua despedida é um alívio, uma esperança de dias melhores para nós e para a própria Justiça. Adeus e até nunca mais, ministra de má memória. Que os ventos da mudança tragam consigo quem entenda que a justiça deve começar dentro do próprio Ministério da Justiça.
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