Adriano sorri quando Luís, o neto adolescente, lhe mostra as imagens sobre políticos de agora que correm pelas redes sociais. Marcelo a cantar de cabeleira loura, Montenegro agarradinho a Pedro Nuno, trocadilhos, loucas montagens visuais, vozes iguaizinhas às originais, um festim de críticas orientadas politicamente ou nem por isso. Algumas engraçadas. "Avô! Isto é tudo feito com Inteligência Artificial!" Adriano é um velho arguto e irreverente que guarda em si os ideais do movimento anarquista. Sempre contra o Estado, ainda libertário. Já contou ao neto a história do jornal anarco-sindicalista 'A Batalha', da revista 'Utopia', extinta há uns anos, e os pormenores da derrota da Revolução Libertária em Espanha, nos anos 30. E disserta sobre as desenfreadas liberdades que levaram a mirabolantes frases e slogans, atribuídas aos anarquistas, que encheram as paredes do país logo no pós-25 de Abril. "Sabes aquela? Mortos fora dos cemitérios, a terra a quem a trabalha!" Adriano comprou o livro 'No Princípio era o Verbo' (do editor Manuel S. Fonseca/ilustrações de Nuno Saraiva), divertido apanhado dessas frases há muito apagadas e quase esquecidas. E dá-lhe para recordar aquelas noites em bando, ele e outros a escrever nas paredes, contra tudo e contra todos, ao jeito do Maio de 68. "Nem mais um soldado para as colónias, nem mais uma freira para o Céu!" ou “Abaixo a Foice e o Martelo, Viva o Black and Decker”. E o humor surrealista. "Abaixo a reacção, viva o motor a hélice!" ou "Se Deus existe, o problema é dele!" Luís desata às gargalhadas. "Ó avô! Isso é muito bom!" E Adriano ufano. "Muito melhor que essas graçolas que recebes aí nesse Tik-Tok ou no Whatsup, ou lá o que é!" O neto insiste. "E qual é a tua preferida desse tempo?" Sorriso nostálgico de Adriano. "Abaixo os organismos de cúpula, vivam os orgasmos de cópula! Imagina porquê..." E o remate final. "Estes políticos de hoje deviam levar este conselho à letra!"
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
Afinal de que adiantam dias de descanso se tivermos fome e sem casa para morar?
Não gostava do Generalíssimo como não gostava do dr. Salazar, o que várias vezes se apresentou ser um problema para a família
Olhamos para o lado e vemos o Governo espanhol a apoiar famílias e empresas
Em Portugal, nada é mais difícil do que o humor. A realidade vem sempre coberta por uma mortalha absurda que derrota qualquer concorrência.
O mais urgente: remeter ao MJ as propostas da regulamentação em falta, para aprovação.
Sem intermediação religiosa
O Correio da Manhã para quem quer MAIS
Sem
Limites
Sem
POP-UPS
Ofertas e
Descontos