Fernando Medina
Presidente da Câmara Municipal de LisboaFoi com estupefação que o país assistiu às declarações mais recentes de Assunção Cristas e de Pedro Passos Coelho, responsáveis pela governação do País entre 2011 e 2015, sobre o sistema financeiro português. Depois de Cristas ter afirmado que durante quatro anos o anterior governo nunca discutiu, seriamente, os problemas do sistema financeiro no Conselho de Ministros, e que se limitou a aprovar sem ler a resolução do BES, veio Passos Coelho assumir que, para ele, este era um assunto que dizia respeito ao Banco de Portugal e não ao Governo.
Um problema estrutural para a economia, o emprego e o investimento, e constante no programa da troika, era um problema secundário para o anterior Governo. Tão secundário que foram todos para a praia e delegaram no Governador do Banco de Portugal a responsabilidade de dar a cara pela estratégia da resolução do BES, uma das maiores falências bancárias da história do nosso país.
Além da leviandade e da opção ideológica presente nisto tudo, há aqui uma dimensão de taticismo político que fica totalmente evidente quando ouvimos Passos Coelho admitir, esta semana mesmo, que os problemas do sistema financeiro eram de tal grandeza que não lhe restava outra opção senão esperar que o mercado tudo resolvesse por si próprio.
A opção acabou por ser atirar os problemas para debaixo do tapete, em nome da narrativa da ‘saída limpa’. Isto, ao mesmo tempo que se recusava a utilizar seis mil dos doze mil milhões previstos no programa da troika para assegurar a estabilidade do sistema financeiro português.
No último ano temos visto o atual Governo empenhado em encontrar soluções para a banca. Superadas as necessidades de capitalização da banca privada, e enquanto se espera por uma solução para o futuro do Novo Banco, o Governo conseguiu aprovar em Bruxelas um programa de recapitalização da Caixa Geral de Depósitos que mantém o Banco em mãos nacionais e públicas. Apoiar uma reestruturação efetiva da Caixa Geral de Depósitos é, pois, uma obrigação de todos os que defendem um banco público forte e complementar, ao serviço da economia e do interesse estratégico nacional.
"Quem o viu e quem o vê"
A forma como os lisboetas ocuparam prontamente o novo espaço no Cais Sodré vem confirmar o que tem acontecido um pouco por todo o lado: assim que se requalifica um espaço na cidade ele é imediatamente tomado pelas pessoas. E ainda bem que assim é.
Lisboa tem mais de 260 dias de sol por ano, uma luz única e uma zona ribeirinha com condições naturais que dificilmente se encontram em qualquer cidade europeia. Não aproveitar esta conjugação extraordinária foi, durante anos, uma privação para a cidade e para os lisboetas. Dentro em breve esta abertura será completa com a renovação do Campo das Cebolas e a área do novo Terminal de Cruzeiros, devolvendo mais cidade e mais rio a todos.
Debate Presidencial com muita audiência
Veremos agora como resiste às críticas e se, numa eventual segunda volta, consegue evitar que a direita conservadora (e mesmo a esquerda comunista) dê o seu voto a Marine Le Pen.
Elevador da Glória
Ramón Arroyo completa o Ironman
Ramón Arroyo tem esclerose múltipla mas conseguiu um feito ao alcance de poucos: completar uma das modalidades mais duras do Triatlo, o Ironman. Um exemplo de vida, esperança e superação, retratado no filme ‘100 Metros’ que veio promover esta semana a Lisboa.
Eleições na Holanda
Da Holanda chegou-nos uma clara derrota eleitoral da extrema-direita. Ainda assim com uma preocupante contaminação nacionalista dos partidos do governo, fortemente penalizados. Valeu o exemplo europeísta dado pelos liberais e ecologistas de esquerda. Resta agora Dijsselbloem sair da presidência do Eurogrupo.
Meia Maratona de Lisboa
No passado domingo, Dia do Pai, com um tempo magnífico, milhares e milhares de pessoas juntaram-se para mais uma Meia Maratona de Lisboa. Mais um grande evento na cidade capital, cada vez mais também capital do desporto. Lindíssima vista a partir da ponte 25 de Abril!
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