Rui Moreira
Presidente da Câmara Municipal do PortoQuando, na noite de 29 de setembro de 2013, terminei o meu discurso de vitória, recebi um coro de críticas. O establishment centralista não tinha gostado. Nem do discurso nem, provavelmente, do resultado.
Acreditei, então, que não tinha gostado do que eu disse por me ter dirigido aos que tentaram impedir, a partir de Lisboa, uma candidatura independente no Porto. Pôr o dedo na ferida nunca deu conforto a ninguém. Hoje percebo que o que incomodou não foi tanto a referência aos que tentaram condicionar os nossos apoiantes e a opinião pública. O que realmente deixou desnorteados os diretórios dos partidos foi ter-me referido à lição que o Porto deu ao País. Foi ter agitado, desde a Invicta, uma bandeira que se exibia com o vento incómodo do Norte. Foi ter dito que os partidos não têm estado bem e mostrado que, sendo o sal da democracia, tinham de mudar os seus velhos e novos hábitos.
Os dois maiores partidos portugueses, a quem foram infligidas, nesse dia, as suas piores derrotas de sempre no Porto, não entenderam uma realidade: que não fui eu nem um movimento independente que os tinham derrotado. Mas que tinham sido os portuenses, na sua liberdade, lealdade e nobreza a ditar a sentença. Os verdadeiros independentes foram os eleitores. O caminho para a reconquista do Porto não podia, por isso, voltar a passar pelos seus velhos e novos hábitos.
Ao PSD exigia-se que entendesse que o divisionismo calculista que o afastou do poder no Porto teria de dar lugar a um discurso agregador e construtivo, que esteve presente através dos seus representantes nos órgãos autárquicos mas ausente no diretório. Do PS esperava-se que, ao servir a cidade através de um acordo de governação que parecia um bom sinal, não cedesse à voracidade da máquina que lhe impunha o negócio e a mercearia. Não é satisfeito que constato que os diretórios dos maiores partidos nada entenderam. Correndo por fora, como optou fazer o PSD, ou correndo por dentro, como ensaiou fazer o PS, apenas tinham no horizonte o poder pelo poder e não um projeto que, admito, os seus autarcas no Porto procuraram sustentar.
Continuo a pensar que os partidos são o sal da democracia. Sem bons partidos, não há democracia. E, como há quatro anos, a esperar que o povo do Porto seja outra vez um exemplo e que, desta vez, os partidos entendam qualquer coisa com a Antiga, Mui Nobre, Sempre Leal e Invicta Cidade do Porto.
Prémios de design no Porto
A cerimónia de entrega dos European Design Awards é este ano no Porto, no próximo dia 27 de maio. O Teatro Rivoli será o palco da cerimónia que vai distinguir os melhores trabalhos de design de comunicação na Europa, em 2016. ‘Celebrating Creative Excellence’ é o tema da edição deste ano.
Para além da cerimónia, que trará ao Porto os mais reconhecidos designers, estúdios e agências do continente europeu, a cidade será ainda palco de conferências, exposições, workshops e visitas guiadas a estúdios, que ajudarão a compreender e a debater melhor o papel do design na vida dos cidadãos.
Os bilhetes para assistir ao evento já estão à venda na Bol e na bilheteira do Teatro Rivoli. Os estudantes têm acesso a um bilhete a um preço simbólico de 5 euros, estes à venda apenas no Rivoli.
Terminal rodoviário no Bonfim
A semana pode ter sido dominada por notícias políticas mais ou menos picantes. Mas, no meu Facebook, os posts que mais gostos, partilhas e comentários motivaram nada tiveram a ver com partidos, os apoios e as listas. Lá fora há uma cidade que se preocupa com coisas comuns e que se emociona com conquistas pessoais.
O Cortejo da Queima das Fitas, a resolução da reabilitação do Liceu Alexandre Herculano e a abertura do Terminal Rodoviário do Campo 24 de Agosto, que representa um passo importante para a qualidade de vida de muita gente e mais um marco para o desenvolvimento da zona oriental da cidade, foram os assuntos que mais interessaram aos portuenses no Facebook. E também essa é uma lição.
Protagonistas
Emmanuel Macron
A nova política
Emmanuel Macron venceu por larga margem, sem ceder ao populismo, à chantagem do facilitismo, sem fazer promessas. Uma grande vitória de um novo líder. Uma grande lição para a Europa.
A União Europeia
A França deu novo alento
Depois da Holanda, também a França deu um novo alento ao grande sonho europeu. Mas todos temos de fazer mais e muito melhor para que não morra este projeto comum.
Futebol Clube do Porto
Foi um ano mau
É inevitável reconhecer, por muito que se invoquem as más arbitragens, que o Futebol Clube do Porto desperdiçou, por si, todas as oportunidades de vencer o campeonato português.
Fátima
Visita do peregrino Papa Francisco
Independentemente daquilo em que se acredite, da fé que tenhamos, a visita do peregrino e Papa Francisco a Fátima foi extraordinária, porque ele é isso mesmo: um verdadeiro peregrino.
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