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Luís Campos Ferreira

Luís Campos Ferreira

Separados nunca foram iguais

17 de maio de 2026 às 00:30

O sol nascia sobre Topeka, no estado do Kansas, quando Linda Brown, uma criança de sete anos, se preparava para mais um dia de aulas. Calçou os sapatos, abotoou o casaco até cima e fez-se ao caminho. No Kansas, as estações são severas e o inverno não dá tréguas. Naquela época, as redes de transportes e os acessos eram deficitários, sobretudo nas zonas mais rurais. Por isso, como em todas as manhãs, percorria quilómetros até apanhar o autocarro que a levaria à Monroe Elementary. Mais perto de casa havia outra escola, a Sumner, muito mais conveniente para a criança. Porém, a sua inscrição tinha sido rejeitada pelo simples facto de Linda não ser branca, obrigando-a a frequentar uma escola para crianças negras. Passava pela Sumner todos os dias, a caminho de Monroe. Lá dentro havia crianças, professores, materiais, tudo o que precisava para aprender. Mas o preconceito mantinha a porta fechada. Não era falta de vagas. Era, simplesmente, a cor da pele. Hoje a justificação soa absurda, infundada e desumana, mas estávamos na década de 50 e o Kansas continuava a ter leis que autorizavam as cidades a segregar o ensino primário.

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Separados nunca foram iguais

Foi por Linda Brown e a partir de 1954 que a porta se abriu para milhões de outras crianças pudessem ir à escola sem que a cor da pele lhes barrasse a entrada.

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