André Ventura
Líder do Chega e candidato à Presidência da RepúblicaDepois de vários atletas terem o seu nome envolvido nos ‘Panama Papers’ e do estranho caso Benzema, o Euro 2016 começou com um escândalo imprevisível: três jogadores espanhóis, incluindo o guardião da baliza da seleção, foram implicados no megaprocesso de prostituição de menores que tem como figura central o caricato Torbe, rei do cinema porno espanhol. Quer De Gea quer Muniain se apressaram a negar todo e qualquer envolvimento nos factos que estão a ser mundialmente noticiados, mas a verdade é que existem fotos e conversas altamente comprometedoras para os jogadores que circulam pela internet e nas edições on-line de jornais.
Por sua vez, também em Espanha, Lionel Messi está sentado no banco dos réus, acusado de participar num complexo esquema de ocultação de rendimentos que terá lesado o Estado em muitos milhões. O astro argentino é suspeito de, em conluio com o pai, ser o autor de uma gigantesca fraude fiscal relacionada com os direitos de imagem negociados com multinacionais.
Não podemos olhar para o lado e continuar a proclamar "futebol é futebol, vida privada é vida privada". Num tempo em que a FIFA luta por se manter à tona no campeonato da transparência e do combate à corrupção, em que se aprovam regras de fair-play financeiro e se sufocam, muitas vezes, os pequenos clubes com burocracias, tem de se exigir responsabilidade. Há uma dimensão moral e social evidente no futebol.
Estes homens são ídolos e exemplos de gerações de crianças e jovens que os acompanham, presencial ou virtualmente, para todo o lado. A lei desportiva tem de ser clara: jogadores envolvidos em crimes de prostituição de menores, fraude fiscal, corrupção ou chantagem e coação sobre companheiros não têm lugar nos relvados do desporto-rei. Sejam estrelas da Liga espanhola ou miúdos da II Liga portuguesa, o princípio não pode ser negociável: o Estado de Direito tem de chegar definitivamente ao futebol!
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