O sol ainda não tinha abençoado as oliveiras do Alentejo nem os carvalhos do Norte quando já havia quem estivesse de pé, vestido a rigor, como se fosse para ir à missa. Na aldeia, o caminho até à escola era longo, mas percorria-se com o mesmo ânimo de como se fosse perto. Homens de boina no cocuruto, mulheres de lenço amarrado à volta da cabeça, garotos a puxar pela saia da mãe, tudo isto, enquanto se dirigiam para fazer algo com que sonharam a vida toda: marcar uma cruz num papel e decidir o futuro do país em que tanto acreditavam. Nos grandes centros, a imagem repetia-se. Em Lisboa, no Porto, em Coimbra, as filas dobravam esquinas, formavam-se à porta de colégios e liceus, entre conversas baixas e cigarros acesos pela espera. O dia era 25 de abril de 1975, e 91% dos portugueses recenseados dirigiam-se às urnas para formar a primeira Assembleia Constituinte.
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