A recente Assembleia Geral (AG) do Benfica, das mais tristes de que se guarda memória, foi vergonhosa por três razões: as obscenidades do presidente, o benfiquismo interesseiro de uma fatia de sócios – os que se lembram do lema ‘E pluribus unum’ apenas nas ocasiões de glória – e os incidentes que envolveram o ‘vice’ da AG, Duque Vieira, dirigente com a coragem de no rescaldo elogiar a "claque maravilhosa" dos encarnados, sim, essa mesma que, para Justiça atuar, não existe, e, principalmente, Jorge Arrais, 85 anos, 1º secretário da AG, décadas e décadas de dedicação à moda antiga, ou seja, desinteressada, por ser premiado com uma cadeirada.
O obsceno presidente, que, vá lá, não mandou alguns sócios à bardame... (‘pi’), disse verdades insofismáveis, mas esqueceu-se que os portugueses não gostam de Desporto, talvez nem de futebol, mas, sim, de clubes. E por eles pode ficar-se cego, não se enxergando, portanto, que se ganha e se perde.
A boa gestão no Portugal desportivo é esmagada se, no momento, o futebol não soma vitórias, mesmo depois de épocas a colecionar êxitos. Mas nem essa crueldade faz com que Luís Filipe Vieira queira deixar de ser "camelo". Entende-se, assim, que prometa "cá ficar muitos anos".
Esta desinteressada e ímpar dedicação comove os benfiquistas, que sonham com os 300 mil sócios, com um onze de jovens do Seixal, com a espinha dorsal da Seleção e com a conquista da Champions.
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